domingo, 14 de setembro de 2008

Se se morre de Amor....





Eu sempre disse...vai passar, ninguém morre de amor.Apesar do sofrimento, apesar da dor quase física. Ninguém morre de amor.Mas, parece que estudos comprovam o contrário.rsAbre aspas: Por Michael KahnLONDRES (Reuters) - Grandes romances e filmes de sucesso já falavam disso. Os médicos sempre desconfiaram. E agora um estudo feito junto a 9.000 funcionários públicos britânicos confirma que é possível morrer devido a um "coração partido".A pesquisa, publicada na revista Archives of Internal Medicine, concluiu que o estresse e a ansiedade de relações hostis e cheias de atritos podem aumentar o risco de doearto ou de dores no peito cresce 34 por cento, em comparação às pessoas que se dão bem com os cônjuges ou parceiros.Fecha aspas.UIA!hahaha...isso que dá sobrar tempo na hora do almoço, mas não sobrar tempo suficiente para coisas úteis.





Se se morre de amor





Se se morre de amor! - Não, não se morre,

Quando é fascinação que nos surpreende

De ruidoso sarau entre os festejos;

Quando luzes, calor, orquestra e flores

Assomos de prazer nos raiam n’alma,

Que embelezada e solta em tal ambiente

No que ouve e no que vê prazer alcança!

Simpáticas feições, cintura breve,

Graciosa postura, porte airoso,

Uma fita, uma flor entre os cabelos,

Um quê mal definido, acaso podem

Num engano d’amor arrebentar-nos.

Mas isso amor não é; isso é delírio

Devaneio, ilusão, que se esvaece

Ao som final da orquestra,

ao derradeiro Clarão, que as luzes ao morrer despedem:

Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,

D’amor igual ninguém sucumbe à perda.

Amor é vida; é ter constantemente

Alma, sentidos, coração - abertos

Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,

D’altas virtudes, té capaz de crimes!

Compreender o infinito, a imensidade

E a natureza e Deus; gostar dos campos,

D’aves, flores,murmúrios solitários;

Buscar tristeza, a soledade, o ermo,

E ter o coração em riso e festa;

E à branda festa, ao riso da nossa almafontes de pranto intercalar sem custo;

Conhecer o prazer e a desventura

No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto

O ditoso, o misérrimo dos entes;

Isso é amor, e desse amor se morre!
Amar, é não saber, não ter coragem

Pra dizer que o amor que em nós sentimos;

Temer qu’olhos profanos nos devassem

O templo onde a melhor porção da vida

Se concentra; onde avaros recatamos

Essa fonte de amor, esses tesouros

Inesgotáveis d’lusões floridas;

Sentir, sem que se veja, a quem se adora,

Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,

Segui-la, sem poder fitar seus olhos,

Amá-la, sem ousar dizer que amamos,

E, temendo roçar os seus vestidos,

Arder por afogá-la em mil abraços:Isso é amor, e desse amor se morre!

Um comentário:

Anônimo disse...

Se morre sem amor, mas por amor se doa a vida...