
A maior prova de que o ser humano possui potencialidades normalmente não usadas é o fato de estar sempre batendo recordes e superando seus próprios feitos e feitos de outros. E o que conduz à superação é a mobilização dessas potencialidades; por isso, anda bem o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, quando diz que usará preparadores para mobilizar potencialidades (reservas cerebrais) com vistas a Londres – 2012. Realmente, em primeira análise, é o cérebro que ganha o ouro.Os brasileiros, os atletas e o povo já estão cansados da “morte na praia”. Uma das razões dessa ocorrência é o mau emprego de uma estratégia de campeão. A palavra “estratégia” foi trazida da arte da guerra – que é a arte de obter resultados – para o campo da administração, e daí também para os desportos. Quando se fala em estratégia, temos que acompanhá-la de objetivo. Uma das características da estratégia é ser de longo prazo; por isso, a preparação para 2012 tem que começar agora mesmo e o objetivo: “medalhas de ouro” deve ser o farol a iluminar todas as ações que serão empreendidas para transformar o objetivo em resultado.Estabelecer os objetivos corretos, criar e desenvolver a atividade mental adequada à consecução desses objetivos, criar o sistema nos resultados é a essência da estratégia de campeão, pois crença é poder.Na maior competição esportiva dos povos o que conta é medalha de ouro.A Emotologia é um conjunto de conhecimentos sistematizados para mobilizar reservas humanas normalmente não usadas. A base da Emotologia é a emotização, uma alteração bioquímica no cérebro, por meio de procedimentos, atividades e exercícios, conjunto este que se revela mais forte que a motivação é a força de vontade.Freqüentemente, as pessoas não pensam que coisas intangíveis como a emotização façam parte da bioquímica do cérebro. A emotização também é mais forte que determinação, conhecimento e disciplina, pois atua no sistema de autopreservação e preservação da espécie (a integração do sistema nervoso central com o sistema endócrino) e somente as informações que penetram nessa integração são capazes de mudar comportamento. Eis aí a razão que explica por que certas terapias e certos treinamentos falham quando não penetram naquele sistema.Vamos torcer para 2012, mas antes esperemos que os atletas sejam corretamente treinados, como deseja o presidente do COB.



