quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Emotologia nos esportes - para deixar de morrer na praia





A maior prova de que o ser humano possui potencialidades normalmente não usadas é o fato de estar sempre batendo recordes e superando seus próprios feitos e feitos de outros. E o que conduz à superação é a mobilização dessas potencialidades; por isso, anda bem o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, quando diz que usará preparadores para mobilizar potencialidades (reservas cerebrais) com vistas a Londres – 2012. Realmente, em primeira análise, é o cérebro que ganha o ouro.Os brasileiros, os atletas e o povo já estão cansados da “morte na praia”. Uma das razões dessa ocorrência é o mau emprego de uma estratégia de campeão. A palavra “estratégia” foi trazida da arte da guerra ­– que é a arte de obter resultados – para o campo da administração, e daí também para os desportos. Quando se fala em estratégia, temos que acompanhá-la de objetivo. Uma das características da estratégia é ser de longo prazo; por isso, a preparação para 2012 tem que começar agora mesmo e o objetivo: “medalhas de ouro” deve ser o farol a iluminar todas as ações que serão empreendidas para transformar o objetivo em resultado.Estabelecer os objetivos corretos, criar e desenvolver a atividade mental adequada à consecução desses objetivos, criar o sistema nos resultados é a essência da estratégia de campeão, pois crença é poder.Na maior competição esportiva dos povos o que conta é medalha de ouro.A Emotologia é um conjunto de conhecimentos sistematizados para mobilizar reservas humanas normalmente não usadas. A base da Emotologia é a emotização, uma alteração bioquímica no cérebro, por meio de procedimentos, atividades e exercícios, conjunto este que se revela mais forte que a motivação é a força de vontade.Freqüentemente, as pessoas não pensam que coisas intangíveis como a emotização façam parte da bioquímica do cérebro. A emotização também é mais forte que determinação, conhecimento e disciplina, pois atua no sistema de autopreservação e preservação da espécie (a integração do sistema nervoso central com o sistema endócrino) e somente as informações que penetram nessa integração são capazes de mudar comportamento. Eis aí a razão que explica por que certas terapias e certos treinamentos falham quando não penetram naquele sistema.Vamos torcer para 2012, mas antes esperemos que os atletas sejam corretamente treinados, como deseja o presidente do COB.

domingo, 14 de setembro de 2008

Morre lentamente quem....





Morre lentamente

quem não viaja,

quem não lê,

quem não ouve música,

quem não encontra graça em si mesmo.



Morre lentamente

quem destrói o seu amor-próprio,

quem não se deixa ajudar.


Morre lentamente

quem se transforma em escravo do hábito,

repetindo todos os dias os mesmos trajetos,

quem não muda de marca,

não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.


Morre lentamente

quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão,

quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos.


Morre lentamente

quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,

quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,

quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.


Morre lentamente,

quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,

não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.


Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.

Se se morre de Amor....





Eu sempre disse...vai passar, ninguém morre de amor.Apesar do sofrimento, apesar da dor quase física. Ninguém morre de amor.Mas, parece que estudos comprovam o contrário.rsAbre aspas: Por Michael KahnLONDRES (Reuters) - Grandes romances e filmes de sucesso já falavam disso. Os médicos sempre desconfiaram. E agora um estudo feito junto a 9.000 funcionários públicos britânicos confirma que é possível morrer devido a um "coração partido".A pesquisa, publicada na revista Archives of Internal Medicine, concluiu que o estresse e a ansiedade de relações hostis e cheias de atritos podem aumentar o risco de doearto ou de dores no peito cresce 34 por cento, em comparação às pessoas que se dão bem com os cônjuges ou parceiros.Fecha aspas.UIA!hahaha...isso que dá sobrar tempo na hora do almoço, mas não sobrar tempo suficiente para coisas úteis.





Se se morre de amor





Se se morre de amor! - Não, não se morre,

Quando é fascinação que nos surpreende

De ruidoso sarau entre os festejos;

Quando luzes, calor, orquestra e flores

Assomos de prazer nos raiam n’alma,

Que embelezada e solta em tal ambiente

No que ouve e no que vê prazer alcança!

Simpáticas feições, cintura breve,

Graciosa postura, porte airoso,

Uma fita, uma flor entre os cabelos,

Um quê mal definido, acaso podem

Num engano d’amor arrebentar-nos.

Mas isso amor não é; isso é delírio

Devaneio, ilusão, que se esvaece

Ao som final da orquestra,

ao derradeiro Clarão, que as luzes ao morrer despedem:

Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,

D’amor igual ninguém sucumbe à perda.

Amor é vida; é ter constantemente

Alma, sentidos, coração - abertos

Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,

D’altas virtudes, té capaz de crimes!

Compreender o infinito, a imensidade

E a natureza e Deus; gostar dos campos,

D’aves, flores,murmúrios solitários;

Buscar tristeza, a soledade, o ermo,

E ter o coração em riso e festa;

E à branda festa, ao riso da nossa almafontes de pranto intercalar sem custo;

Conhecer o prazer e a desventura

No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto

O ditoso, o misérrimo dos entes;

Isso é amor, e desse amor se morre!
Amar, é não saber, não ter coragem

Pra dizer que o amor que em nós sentimos;

Temer qu’olhos profanos nos devassem

O templo onde a melhor porção da vida

Se concentra; onde avaros recatamos

Essa fonte de amor, esses tesouros

Inesgotáveis d’lusões floridas;

Sentir, sem que se veja, a quem se adora,

Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,

Segui-la, sem poder fitar seus olhos,

Amá-la, sem ousar dizer que amamos,

E, temendo roçar os seus vestidos,

Arder por afogá-la em mil abraços:Isso é amor, e desse amor se morre!