
...."Vidas, volto eu a dizer, que não nos pertencem, pois são um dom de Deus!"...
O título deste artigo, apesar de parecer um "chavão" para muitos, vem a calhar neste nosso tempo tão conturbado e tão violento, onde vemos vidas e mais vidas humanas sendo desperdiçadas (ou interrompidas abruptamente) por abuso ou mau uso delas pela própria pessoa: envolvendo-se em vícios, numa vida libertina e desatinada; ou ainda por motivos fúteis: ceifadas por causa de discussões, desentendimentos, rompimentos de namoro ou roubos de pequenas coisas como relógios, tênis e outros objetos pessoais. Além, infelizmente, das muitas mortes (em número crescente, ano a ano) por acidentes de veículos, ocasionados por excesso de velocidade, violação das leis e regras de trânsito ou por motoristas alcoolizados.
Ao término de 2008 a mídia noticiou com estardalhaço a morte de uma jovem estudante, de classe média alta, em um cruzeiro marítmo universitário, onde ela fora "gozar" a alegria por ter se formado em Direito. Morreu por excesso de ingestão de bebidas alcoólicas, deixando pais, familiares e amigos perplexos. Mas, pergunto eu, será que foi somente esta moça que perdeu a vida naquela festa frenética a brodo de um luxuoso navio? Certamente não... Muitas outras vidas se perderam naquele cruzeiro regado a bebidas, música alucinante e initerrupta (conforme testemunho de outros jovens presentes, entrevistados pela mídia) e muitas drogas, como o ecstasy, tão comuns nas "raves": festas modernas que duram vários dias seguidos. Perderam-se por que se deixaram envolver pelos vícios que, mais cedo ou mais tarde, lhes afetarão a saúde e lhes tirarão a vida precocemente. Isso sem contarmos os possíveis abortos que acontecerão se algumas daquelas jovens "por descuido" engravidaram-se.
Nunca é demais nos perguntarmos: o que significa a vida humana para nós hoje? A quem pertence o direito de tirá-la ou mantê-la? Somos donos dela e dela podemos fazer o que bem entendermos? Muitas vezes, me parece que à medida que a ciência avança, encontrando meios de curar ou minimizar doenças que num passado recente eram incuráveis e letais (portanto salvando e prolongando vidas), a nossa consciência regride ao tempo das cavernas quando, por ignorância e por falta de civilidade (barbarismo na verdadeira expressão da palavra), os homens se matavam, fria e cruelmente, em disputas por pedaços de terra ou por questões tribais e étnicas, aberração que, infelizmente, ainda vemos acontecer em algumas regiões do continente africano em pleno século XXI. De nada vale, amigos e amigas, os avanços da ciência se, ao mesmo tempo, não evoluirmos as nossas consciências elevando-as até Deus... Vimos, mais uma vez, por ocasião do Natal - a festa da paz universal, acirrar a guerra entre judeus e palestinos, levando o terror e a morte a milhares de vidas inocentes, principalmente crianças e idosos. Vidas, volto eu a dizer, que não nos pertencem, pois são um dom de Deus!
Biologicamente, para cada vida humana que existe sobre a face da terra, milhões de outras possíveis vidas deixaram de existir no momento da concepção de cada criatura no ventre materno. São milhões e milhões de espermatozóides na corrida para fecundar um único óvulo de centenas de milhares de óvulos latentes - existentes no últero feminino - no maravilhoso e inexplicável milagre da gestação. Por isso, para nós cristãos, é categórico que cada criatura que nasça traga consigo uma missão que o Criador a ela atribuiu, missão detectável pelos dons que lhes são naturais. Ninguém é absolutamente inútil na face da terra, ninguém, nem mesmo a criança que, por alguma falha da natureza, nasça acéfala. Para toda vida humana há um sentido, um rumo, uma missão a cumprir, mesmo se, em alguns casos, isso para nós, criaturas humanas, possa parecer um mistério! A vida é um dom maravilhoso a nós concedido por Deus, independentemente das dificuldades que tenhamos que enfrentar ou das vicissitudes pelas quais precisaremos passar. Por isso ao acordarmos, todos os dias, devemos, antes de colocarmos os nossos pés no chão, logo ao despertarmos, louvarmos e agradecermos a Deus pelo dom da vida que desfrutamos! Dom maravilhoso que, insisto, deve ser vivido a cada segundo com alegria, mesmo se nós estivermos passando por momentos difíceis e dolorosos. (E olha que este mês não está sendo nada fácil para mim, por diversos motivos...).
O mês de fevereiro no Brasil é considerado pela mídia como mês da "alegria", por causa do carnaval que geralmente ocorre nessa época. Veremos pelos meios de comunicação, ao longo deste mês, os inumeros preparativos para o "reinado de Momo", onde, infelizmente, no curto período de três dias, milhares de vidas serão ceifadas por causa de diversos abusos em todos os sentidos. Durante o período do carnaval muitas consciências - desorientadas pelo álcool ou anestesiadas pelas drogas - perderão a noção de seus limites, de seus parâmetros e os seus referenciais morais e cristãos. Em nome da liberdade ou libertinagem (com o perdão da palavra dura, mas verdadeira) muitos filhos e filhas de Deus cairão em armadilhas dos "prazeres sem limites", colocando em risco suas preciosas e únicas vidas. Vidas que gratuitamente lhes foram presenteadas por Deus. Os valores morais e éticos - pacientemente semeados por nossos pais, parentes e mestres no passado - que, durante o carnaval, por alguns momentos serão esquecidos, poderão deixar sequelas indeléveis e doloridas que nos acompanharão até a morte, nos fazendo sofrer e até, em muitos casos, nos antecipar a morte física e espiritual. Que neste mês de fevereiro possamos nos conscientizar disso: Nós não somos donos de nossas vidas e se a elas tivemos um dia, acesso, foi graças à bondade de Deus que neste mundo, nos colocou para cumprirmos uma missão.
A nossa vida foi um presente de Deus e custou a renúncia de centenas de milhares de outras vidas: irmãs e irmãos nossos que poderiam ter nascido em nosso lugar naquele átomo de segundo quando ocorreu a fecundação da nossa vida no ventre de nossas mães. Somente por este fato deveríamos valorizá-la ao extremo, fazendo com que ela deixe marcas positivas de sua passagem por este mundo, após o seu término. Passagem que determinará a nossa história pessoal em um tempo que é infinito. Tempo que erroneamente dizemos que passa depressa....
Ora, o tempo, amigos e amigas, não passa nunca, pois é terno... como Deus! Quem passa somos nós, por meio de nossas vidas pessoais, dentro deste ciclo contínuo da natureza que convencionamos chamar tempo. Nós nascemos, crescemos vivemos e morremos neste tempo infinitamente infinito. A história da humanidade, transmitida às pessoas ao longo do tempo, nada mais é do qie o relato cronológico de registros de fatos e atos importantes e inesquecíveis (relevantes a ponte de serem rememorados pelas gerações futuras) que homens e mulhers deixaram no restrito período de tempo em que viveram. Alguns destes registros são positivos, como a vida dos santos, dos heróis, dos descobridores, dos inventores e de tantos outros personagens históricos ilustres, relembrados porque, durante o tempo de suas vidas, promoveram o bem e fizeram tantas outras coisas boas e úteis para a humanidade. Por isso, suas vidas devem ser recordadas, conhecidas e imitadas por todos nós, sempre que possível. Já outros registros foram atos e condutas negativas e más - como o nazismo, a escravião e as ditaduras, entre oitras - que ceifaram vidas de homens e mulheres. Tristes registros de vidas de criaturas que usaram mal seu tempo de vida sobre a terra. Pessoas cujos atos só foram registrados para que a humanidade, revendo-os, evite repeti-los ao longo do tempo, não reeditando erros passados. Reflita sobre isso e faça de sua vida um constante louvor a Deus, utilizando-a para promopver o bem e espalhar o amor sobre a face da terra. Assim voce marcará o seu tempo e fará a sua história! História que será registrada ao longo do tempo infinito, e, ao mesmo tempo, estará contribuindo para resgatas vidas e salvar almas para Deus!.
A todos os amigos que oraram para o restabeleciemento da saúde de minha mãe o meu mais profundo obrigado, do fundo do meu tum tum, ela está se recuperando graças a Deus. Saúde e Felicidade a todos. Amén.

