
O ato decisório está intimamente ligado às escolhas seletivas que fazemos nas ações de cada segundo. Abrange pequenas e grandes coisas como, por exemplo, decidir (escolher) o tipo de alimento que vamos ingerir nas refeições do dia a dia; o tipo de condução que vamos utilizar para ir de casa para o trabalho (ônibus, táxi, trem ou metrô), ou se vamos ou não casar com determinada pessoa; se vamos abraçar esta ou aquela carreira profissional, e assim por diante. Tomada a decisão, escolhido o que vamos fazer, só nos resta aguardar as conseqüências dos nossos atos, que um dia virão.
Algumas decisões são tomadas quase que instintivamente, sem sequer nos apercebermos que estamos decidindo, ou seja, fazendo uma escolha.
Doutras vezes, a decisão é complexa e, por isso mesmo, causa em nós preocupações sérias, podendo causar estresse e não raras vezes depressão, por não conseguirmos descobrir, de imediato, qual a melhor decisão.
O livre-arbítrio nos é concedido por Deus como uma verdadeira dádiva, mas a utilização dessa liberdade de viver tem que se alicerçar em decisões responsáveis, ou seja, ninguém tem o direito de prejudicar ninguém e, desta forma, a liberdade de ação que todos possuímos, não é totalmente absoluta, muito pelo contrário, é relativa, possuindo limites que precisam ser bem visualizados. Essas barreiras divisórias estão colocadas na posição exata em que os direitos de uma pessoa terminam e os direitos dos seus semelhantes começam.
Sempre que esses limites de liberdade são ultrapassados, acabamos prejudicando alguém, consciente ou inconscientemente e, pela lei de justiça divina, passamos a ser infratores perante a harmonia do Universo, condição que terá que ser reparada, oportuna e convenientemente, para que a lei de causa e efeito se cumpra.
Daí uma das razões das dores e sofrimentos aqui na Terra, que não são eternos, mas exatamente proporcionais às dores e sofrimentos que causamos aos nossos semelhantes; È o que eu chamo de Lei do Retorno.
Decisões e decisões e decisões… O tempo todo um adulto tem que ficar tomando decisões. E parece que ultimamente todas as decisões que eu tenho que tomar são fundamentais. Não tem nenhuma simples.
E como a gente sabe que está fazendo a coisa certa?
Espera um sentimento de certeza absoluta subir por dentro do corpo ou vir uma força sobrehumana que nos impulsiona para frente para realizar o que decidimos?
Uma sensação de felicidade se apossar de nós e nos deixar nas núvens?
Mas nada disso aparece.
É um misto de medo e ansiedade. E um desejo muito forte de esquecer esse medo e essa ansiedade a maior parte do tempo para não atrapalhar a realização das coisas que você se propôs a fazer.
Hoje, e todo o mês de outubro, obtive muitas informações novas sobre minha vida em geral. Agora claro que o dia fica confuso e com muitas coisas para serem processadas dentro de mim.
Digerir é a palavra correta neste caso.
Acho importante nos darmos tempo para digerir o que acontece nas nossas vidas.
Confúcio comenta e respeito dessa linha: “Conhecer as sementes é sem dúvida uma faculdade divina. Em sua relação com seus dirigentes o homem superior não é adulador. Na relação com seus subalternos não é arrogante, pois conhece as sementes. As sementes são os primórdios ainda imperceptíveis do movimento, o primeiro sinal de boa fortuna (ou de infortúnio). O homem superior percebe as sementes e age imediatamente. Ele não espera um dia inteiro".


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